quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Look at the stars.

Eu provavelmente não precisaria estar apaixonado para escrever aqui, o quê provavelmente eu não esteja, mas eu escrevo de qualquer forma.


Eu realmente não irei me atrever a mencionar - de qualquer forma - meu final de semana em palavras. Mas, se querem saber, foi o final de semana mais difícil (ou um dos) da minha vida até o momento. Em alguns pontos dele eu realmente imaginei que ia surtar, e que minha vida não seria diferente, ou até que minha vida não valesse à pena. Ele conseguiu misturar atração, amor, risada, lágrima, bebida, beijo, gritos, dança, paz, cultura, e todas as coisas boas e ruins do mundo. Foi uma fase de 6 dias (digamos assim) que eu nunca, nunca vou esquecer.

Eu comecei a observar as estrelas. Elas passaram a ter uma importância incrível para a minha vida. Nunca tinha parado pra pensar como são celestiais, e como não tem nada melhor que adormecer olhando-as, mesmo que indiretamente. Seu brilho é hipnotizante e totalmente inspirador, e talvez daí que surgiu minha inspiração pra essa postagem, o brilho das estrelas e a importância delas pra mim me fez voltar ao papel, caneta.

Não sei se estou amando, não sei o quê é amar. Só sei que depois de muito tempo eu volto a sentir algo diferente, algo que eu quase decidi abandonar completamente depois daquele último ocorrido. Amar é muito mais do que sentir. Amar é acreditar, é pensar que não existe barreira no tempo e no espaço. Sempre vi amar como algo relacionado à espiritualidade, e àcima de tudo, à felicidade. Amor não se compra, não se vende, não se conquista. Ele nasce, você não manda nele. É como um imã sem culpa que magnetiza pequenos objetos de ferro.

Fui um imã no final de semana que se passou. Não existe definição melhor. Digo isso porque em alguns momentos, eu atraía as pessoas de uma forma tão grande que elas grudavam em mim, porém em outros, caso não soubessem me manusear, eu as afastava de maneira tão grande quanto eu fiz pra atraí-las. Hoje já não sei se as atraio ou as afasto. Só sei que estou exercendo minha função.

Também conheci partes de mim que desconhecia. Hoje ouvi comentários como 'Aquilo foi contra a sua natureza', ou 'meu deus, o que era aquilo?' na escola, e em alguns pontos isso é bom e ruim. É bom porque finalmente consegui mudar um pouco da imagem repetitiva que construi um pouco em cada ano, repetindo as mesmas coisas, o mesmo estilo, as mesmas ações. Porém, a parte ruim é que me sinto abandonando uma parte da minha essência, o que eu não quero perder de jeito nenhum. Mas como diria uma amiga minha : " Não adianta quem você queira enganar, você vai ter sempre esse papel de príncipe encantado".

Eu tenho uma estrela, e ela é mais nova que eu. Eu morro de medo de ela se apagar por algum erro meu, e já ela morre de medo que eu pare de observá-la e pare de confiar minha vida aos céus. Ela brilha intensamente não só de noite, mas provavelmente eu consiga observá-la bem de dia. Ela virou minha inspiração pelo simples fato de ser minha. Ela não tem nome, não tem dono. Ela só brilha, lá no céu. Não sei se ela me observa da mesma intensidade que eu a observo, até porque ela foi a única, mesmo no alto, que foi meu chão quando estava pra baixo. Que ironia. Espero que o Sol não nasça nessa madrugada e nem nunca, pois eu quero continuar te tocando por pensamento e te dizer o quanto você iluminou a minha vida enquanto esteve comigo por todo esse tempo.

De seu observador.



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