
(...) " A Virada Cultural. Foi em Maio quando eu te vi descendo no Tucuruvi, e eu te imaginava mais baixa, confesso. Juliane. Te comprimentei dizendo: ‘ Meu Deus, você é da minha altura, tem certeza que não é travesti?’. Você ria, e nem imaginava o sufoco que íamos passar depois. Chegamos ao show da Pitty driblando um emaranhado de emos, coloridos, rockeiros, bêbados, mendigos e favelados. Que belo primeiro encontro, um incrível encoxa-encoxa ao som de Equalize. Haha, mas confesso que foi inesquecível. Você assumiu um papel tão grande na minha vida, você foi uma daquelas pessoas que chegou me roubou, e não me devolveu mais. Eu realmente te amo. De lá pra cá, quanta coisa em tão poucos encontros. Você esteve presente na minha pior burrada, presente enquanto estive em depressão, com aquele suco de acerola horrível do Boulevard. Me lembro ainda quando, em nosso primeiro encontro, na volta do metrô, você me tira uma sacola da Marisa toda desgastada, com 120 pequenas cartas dentro. Meu Deus, que prova de amor! Ainda quero ir à praça de alimentação do Tatuapé para tirar fotos com canudos, ir até o telhado proibido do Shopping para tirar uma foto e ser expulso, te ver comprar uma pulseira e – como diria o Allan – pagar ‘só a embalagem’, ou até mesmo te ver tropeçando legal na entrada do prédio do Guia da Semana. Você, seja no momento em que quase morremos quando te levei de volta pro trem na estação Brás, ou quando cantamos ‘Green Eyes’ de mão dadas voltando pra casa, sempre foi uma pessoa magnífica, e sem dúvidas está no pódium dos meus ‘maiores presentes da vida’. Eu te amo, Juliane. Pra sempre aquela menina que liga só pra perguntar as horas, que troca SMS na madrugada, pra sempre minha Best.

Adaptado de um documento Word.

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