quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Fim.

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" Quanto tempo sem vir aqui. Quanto tempo sem escrever. Quanto tempo sem pensar."


Eu realmente estou orgulhoso de tudo que passei, foram bons momentos. Do final de Outubro pra cá, vivi coisas que deixariam qualquer pessoa que me conhece faz um tempo de boca aberta. Aliás, deixou. Como diria uma amiga minha: " Quem te conheceu e te vê hoje sabe o quanto você mudou e, uau, o que foi aquilo?! ". Sim, até eu me surpreendi nos meus atos, mas eu realmente precisava disso.

Eu me reinventei, me recriei interiormente e exteriormente. Não feri meu orgulho, me levantei da escuridão, e ao invés de acender uma vela, optei por um holofote. Talvez a luz te guie nos momentos de escuridão, em um daqueles momentos que você simplesmente não quer sair de casa, e sua maior vontade é de se jogar em uma cama mal arrumada e pensar simplesmente em nada. Mas é nesses momentos que os fantasmas surgem, sussurrando nos seus dois ouvidos em palavras frias e afiadas: " BE GOOD, BE BAD". Apenas mude.

Eu mudei, e tinha que mudar. Prometi pra mim mesmo que faria do impossível ao possível para ter alguma porcentagem - por mais insignificativa - de mudança. E a consegui. Pessoas foram e voltaram na minha vida durante esse tempo. Houve também aquelas que simplesmente se apagaram, foram diminuindo sua opacidade até ficarem transparentes, sem que eu ao menos as notasse. Já outras, chegaram sem permissão, roubaram meu coração, levaram em uma carruagem de vidro e atiraram-o de um penhasco frio. Sem nomes.

Mas o melhor disso são as sereias que estão àbaixo do penhasco, que o seguram de maneira firme e cuidadosa, enquanto a carruagem estrelada vai embora. É dessas pessoas que eu preciso, e serão essas que irei dar valor. Não adianta ter um melhor amigo diferente a cada semana, nem procurar os outros só em momentos de precisão, isso fica anotado na memória de uma maneira inapagável, em notas permanentes dentro da gente.

Escola, fim. Sem nenhum sentimento. Nem de perda, nem de tristeza. Talvez um pouco de saudade, mas nada que me faça parar pra refletir, aliás, refletir é diferente de agir, e eu estou agindo demais nos últimos dias. Refletir acabou virando consequência.

Até mais, pois eu estou praticamente de férias, e pretendo voltar aqui, como antes, para documentar de forma indireta minha vida e minhas melhores - e piores - experiências.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Felicidade - pela filosofia.

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A felicidade segundo o Estoicismo

“ No pensamento dos estóicos, o fim supremo, o único bem do homem, não é o prazer, a felicidade, mas a virtude. "

A felicidade segundo o Epicurismo

O propósito da filosofia para Epicuro era atingir a felicidade, estado caracterizado pela aponia, a ausência de dor (física) e ataraxia ou imperturbabilidade da alma.

Minha visão sobre a Felicidade

Não sei e nunca soube definir a felicidade. Talvez a única certeza que eu tenho é que ela mora dentro de mim, porém são raros os momentos que ela se manifesta de verdade. Como se fosse um monstro adormecido, ela mora em mim, mas fica quieta.

Sempre a vi em pequenas coisas, nas coisas que passam despercebidas por quase todo o resto das pessoas: uma gota de chuva, uma névoa de inverno, ou o cheiro de café que se mistura com o de chuva numa tarde de inverno.

Não sinto felicidade em uma festa, por exemplo, porém confesso que posso enxergá-la vagamente em uma taça de vinho, com uma boa dose de juízo, por favor. Felicidade, talvez sinônimo de complexidade. É uma coisa pessoal, cada um tem a sua e o seu modo de vê-la – ou senti-la. O importante é se deixar inundar por ela, seja em um beijo especial, em uma estrela mais brilhante no céu, ou no espetáculo que o Sol dá enquanto nasce, mesmo que grande parte da sua platéia esteja durmindo enquanto ele faz tal show. Felicidade. "

Look at the stars.

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Eu provavelmente não precisaria estar apaixonado para escrever aqui, o quê provavelmente eu não esteja, mas eu escrevo de qualquer forma.


Eu realmente não irei me atrever a mencionar - de qualquer forma - meu final de semana em palavras. Mas, se querem saber, foi o final de semana mais difícil (ou um dos) da minha vida até o momento. Em alguns pontos dele eu realmente imaginei que ia surtar, e que minha vida não seria diferente, ou até que minha vida não valesse à pena. Ele conseguiu misturar atração, amor, risada, lágrima, bebida, beijo, gritos, dança, paz, cultura, e todas as coisas boas e ruins do mundo. Foi uma fase de 6 dias (digamos assim) que eu nunca, nunca vou esquecer.

Eu comecei a observar as estrelas. Elas passaram a ter uma importância incrível para a minha vida. Nunca tinha parado pra pensar como são celestiais, e como não tem nada melhor que adormecer olhando-as, mesmo que indiretamente. Seu brilho é hipnotizante e totalmente inspirador, e talvez daí que surgiu minha inspiração pra essa postagem, o brilho das estrelas e a importância delas pra mim me fez voltar ao papel, caneta.

Não sei se estou amando, não sei o quê é amar. Só sei que depois de muito tempo eu volto a sentir algo diferente, algo que eu quase decidi abandonar completamente depois daquele último ocorrido. Amar é muito mais do que sentir. Amar é acreditar, é pensar que não existe barreira no tempo e no espaço. Sempre vi amar como algo relacionado à espiritualidade, e àcima de tudo, à felicidade. Amor não se compra, não se vende, não se conquista. Ele nasce, você não manda nele. É como um imã sem culpa que magnetiza pequenos objetos de ferro.

Fui um imã no final de semana que se passou. Não existe definição melhor. Digo isso porque em alguns momentos, eu atraía as pessoas de uma forma tão grande que elas grudavam em mim, porém em outros, caso não soubessem me manusear, eu as afastava de maneira tão grande quanto eu fiz pra atraí-las. Hoje já não sei se as atraio ou as afasto. Só sei que estou exercendo minha função.

Também conheci partes de mim que desconhecia. Hoje ouvi comentários como 'Aquilo foi contra a sua natureza', ou 'meu deus, o que era aquilo?' na escola, e em alguns pontos isso é bom e ruim. É bom porque finalmente consegui mudar um pouco da imagem repetitiva que construi um pouco em cada ano, repetindo as mesmas coisas, o mesmo estilo, as mesmas ações. Porém, a parte ruim é que me sinto abandonando uma parte da minha essência, o que eu não quero perder de jeito nenhum. Mas como diria uma amiga minha : " Não adianta quem você queira enganar, você vai ter sempre esse papel de príncipe encantado".

Eu tenho uma estrela, e ela é mais nova que eu. Eu morro de medo de ela se apagar por algum erro meu, e já ela morre de medo que eu pare de observá-la e pare de confiar minha vida aos céus. Ela brilha intensamente não só de noite, mas provavelmente eu consiga observá-la bem de dia. Ela virou minha inspiração pelo simples fato de ser minha. Ela não tem nome, não tem dono. Ela só brilha, lá no céu. Não sei se ela me observa da mesma intensidade que eu a observo, até porque ela foi a única, mesmo no alto, que foi meu chão quando estava pra baixo. Que ironia. Espero que o Sol não nasça nessa madrugada e nem nunca, pois eu quero continuar te tocando por pensamento e te dizer o quanto você iluminou a minha vida enquanto esteve comigo por todo esse tempo.

De seu observador.




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